Guia CRA • classificação e conformidade

Classificação de produtos no CRA: padrão, importante ou crítico?

Guia para fabricantes brasileiros organizarem a classificação de produtos no Cyber Resilience Act e prepararem a decisão sobre avaliação de conformidade.

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01 • pré-condição

Escopo vem antes da categoria

Classificar só faz sentido depois de delimitar família, versão, finalidade, funcionalidades centrais, componentes e forma de disponibilização na União Europeia. Um nome comercial amplo ou uma característica isolada — como Wi-Fi, nuvem ou inteligência artificial — não resolve a análise.

Trabalhe com uma unidade verificável.Use “produto + modelo + versão + finalidade + mercado”, e não apenas a empresa ou o portfólio inteiro.

02 • arquitetura regulatória

O CRA prevê rotas diferentes de avaliação

RotaSinal inicialImplicação operacional
Produto padrãoNão possui funcionalidade central descrita nas categorias importantes ou críticas.A autoverificação do fabricante é, em regra, possível.
Produto importanteA funcionalidade central corresponde a categoria do Anexo III e à descrição técnica aplicável.A rota depende da classe, das especificações usadas e do procedimento escolhido.
Produto críticoA funcionalidade central corresponde a categoria do Anexo IV e à descrição técnica aplicável.A avaliação por organismo notificado é obrigatória.

A Comissão publicou descrições técnicas das categorias no Regulamento de Execução (UE) 2025/2392. O trabalho correto é comparar a funcionalidade central do produto com essas descrições, não apenas localizar uma palavra parecida.

03 • decisão rastreável

Cinco movimentos reduzem falso positivo

  1. 01
    Fixe a versão analisada

    Registre identificador, finalidade pretendida, usuário, arquitetura e funcionalidades centrais.

  2. 02
    Confirme aplicabilidade

    Valide produto com elementos digitais, mercado europeu, papel econômico e eventuais exclusões.

  3. 03
    Compare com as descrições oficiais

    Relacione fatos técnicos às categorias dos anexos e ao ato de execução de 2025.

  4. 04
    Escolha a rota de avaliação

    Documente classe, padrões ou especificações pretendidos e necessidade de organismo notificado.

  5. 05
    Registre incertezas e aprovadores

    Encaminhe os pontos pendentes a quem tenha competência técnica, regulatória ou jurídica.

04 • controle de qualidade

Quatro atalhos que fragilizam a classificação

  • “É conectado, então é crítico”Conectividade ajuda a investigar escopo; não determina sozinha a categoria.
  • “A lista menciona nossa tecnologia”O critério envolve a funcionalidade central e a descrição técnica oficial.
  • “Nosso integrador decide”O papel do fabricante e a cadeia econômica precisam estar registrados e aprovados.
  • “Classificamos uma vez”Versões, finalidade e modificações podem exigir nova avaliação documentada.

05 • evidência de decisão

O resultado deve caber em uma página

Objeto

Produto, versão, finalidade e funcionalidades centrais avaliadas.

Conclusão

Categoria proposta, rota de conformidade e nível de confiança.

Fundamento

Artigos, anexos, descrição técnica e fatos usados na comparação.

Pendências

Dúvidas, responsáveis, aprovadores e data da próxima revisão.

Ainda não delimitou o produto?Comece pela aplicabilidade e leve a classificação somente os fatos confirmados.
Abrir roteiro de aplicabilidade →

06 • verificação

Fontes oficiais

Conteúdo informativo e operacional. A classificação final e a rota de conformidade dependem do produto concreto e de avaliação competente.